Um breve histórico da Fisioterapia no Brasil

Diversas pesquisas apontam que a fisioterapia já era utilizada no Brasil no início de século XX, mas é na década de 1950 que ela ganha reconhecimento profissional com a fundação da Sociedade Brasileira de Fisioterapia (médica) no Rio de Janeiro.

Vale o destaque para a criação da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro, e a criação da Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD), em São Paulo como importantes centros de reabilitação para a população brasileira e a inauguração do Serviço de Reabilitação do Instituto de Neurologia, chefiado pelo Dr. Deolindo Couto e sediado na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Dois outros nomes merecem destaque no reconhecimento da fisioterapia no Brasil: o professor Raphael de Barros da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que em 1919 fundou o Departamento de Eletricidade Médica e o Dr. Waldo Rolim de Moraes que instalou o serviço de Fisioterapia do Instituto do Radium Arnaldo Vieira de Carvalho no local do Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, além de planejar e instalar, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o Serviço de Fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A regulamentação da profissão e a criação do CREFITO

As profissões de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional foram regulamentadas pelo Decreto Lei 938, em 13 de outubro de 1969 já em 17 de Dezembro de 1975 é decretada pelo congresso nacional e sancionada pelo presidente da república a lei 6.316 que cria o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) que foram importantes na definição e crescimento da profissão.

A criação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região – CREFITO-5 RS

Em 1985 deu-se início ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região – CREFITO-5, que passou a funcionar numa sala provisória cedida pelo IPA. O CREFITO-5 RS atua fiscalizando o exercício da profissão para que profissionais não habilitados exerçam a profissão protegendo e garantindo atendimento de qualidade para população.

O CREFITO-5 RS promove diversos seminários, congressos e simpósios a fim estimular o aperfeiçoamento e experiência dos profissionais da categoria, também contando com uma assessoria jurídica com o objetivo de defender a categoria.

Como iniciou a atuação de profissionais Fisioterapeutas em Porto Alegre?

A história da atuação de profissionais de fisioterapia em Porto Alegre tem início com a Dra. Alveni Maria Veríssimo de Oliveira e o Dr. Vladimiro Ribeiro de Oliveira. Em 1962 casaram-se e mudaram-se para São Paulo motivados por novos cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Prótese, Órtese e Locomoção para Cegos, anunciado pela Faculdade de Medicina de São Paulo.

Fizeram vestibular da Universidade de Medicina de São Paulo e passaram, ganhando bolsa de estudo do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Aposentados. E em 1963 começaram a ter aulas no Instituto de Reabilitação da USP. Dra. Alveni Maria Veríssimo de Oliveira foi a primeira Terapeuta Ocupacional registrada no Estado e o Dr. Vladimiro Ribeiro de Oliveira, o primeiro Fisioterapeuta registrado no Rio Grande do Sul.

Em 1965 a Dra. Alveni começou a trabalhar no Centro de Reabilitação como Terapeuta Ocupacional. Já o Dr. Vladimiro começou a implantar a Fisioterapia no Hospital Cristo Redentor e, depois, na Santa Casa.

Referências
http://ipametodista.edu.br/institucional/centro-universitario/historia
https://www.ufcspa.edu.br/index.php/historico
http://www.crefito5.org.br/wp-content/uploads/2010/06/17_setembro.pdf
http://www.crefito5.org.br/crefito5-rs/historico/
https://www.mundofisio.com/noticias/2-40-anos-de-historia-da-fisioterapia-no-brasil
http://www.revistas.usp.br/fpusp/article/download/75027/78586/
http://www.hcte.ufrj.br/downloads/sh/sh9/SH/trabalhos%20orais%20completos/ATUALIZACOES-SOBRE-A-HISTORIA-DA-FISIOTERAPIA-NO-BRASIL.pdf